sexta-feira, 3 de abril de 2015

BANDAS DOS ANOS 80 QUE POUCA GENTE CONHECIA - parte 2







Garotos da Rua - é uma banda brasileira de rock and roll, formada no Rio Grande do Sul e que alcançou sucesso nacional nos anos 80 com a canção "Tô de Saco Cheio", que tornou-se um clássico do Rock gaúcho.
O Garotos da Rua, nome inspirado numa música de Carlos Caramez e Sérgio Mello, foi criado em julho de 1983, em Porto Alegre por Bebeco Garcia, o baterista Edinho Galhardi, o saxofonista King Jim e o baixista Mitch Marini1 . Iniciaram tocando como banda da casa no bar Rocket 88, reduto do rock and roll na cidade.
 em 1985, são contratados pela gravadora RCA e tornam-se nacionalmente conhecidos através do hit "Tô de Saco Cheio", cujo sucesso os convence a se transferirem para o Rio de Janeiro.
Empolgados, lançam seu primeiro álbum pela RCA, Garotos da Rua, que também inclui as músicas "Você é Tudo que Eu Quero", "Sabe o Que Acontece Comigo?", "Babilina", "Não é Você" (com a guitarra de Celso Blues Boy) e "Gurizada Medonha".

No ano seguinte, gravam o disco Dr. em Rock 'n' Roll, e a música "Eu Já Sei" vira hit em todo o país, ao figurar na trilha da novela Mandala.








Espírito da coisa - Grupo de pop-rock formado por Cláudio (voz), Dila (voz), Victor (voz), Katita (voz), Paulo Correa (guitarra, piano, violão, flauta e voz), Guilherme (teclados, saxofone e flauta), Cláudio Matheus (baixo) e Sobral (bateria e percussão) na cidade do Rio de Janeiro, em meados da década de 1980, seguia a proposta musical da Blitz, isto é, canções leves e com letras bem-humoradas, sem, contudo, jamais obter o sucesso da original. Iniciou a carreira participando de duas coletâneas, em 1985: uma lançada pela Top Tape "Indústria do rock", e outra pela Som Livre, relativa ao programa "Globo de Ouro". No ano seguinte, lançou o primeiro e único disco, "O Espírito da Coisa", também pela Top Tape.





Voluntários da Pátria - O quinteto paulistano Voluntários da Pátria foi a primeira banda brasileira com uma proposta estética e sonora representante do pós-punk. Formado em São Paulo/SP em 1982 por Nazi - com Z mesmo - (vocais), Thomas Pappon (bateria) Ricardo Gaspa (baixo) e os guitarristas Miguel Barella e Giuseppe Frippi, deixaram apenas um registro, este LP de 8 canções em 24 minutos.

Apesar da curta trajetória da banda, que logo daria espaço a projetos individuais e novas bandas, Nazi e Gaspa se dedicariam ao Ira!, Thomas montou o Fellini e o Smack, Miguel e Giuseppe com o Alvos Móveis, o Voluntários da Pátria teve uma boa repercussão na capital e foi banda precursora no estilo, tendo se apresentado em todos os palcos do underground paulistano, tais como Carbono 14, Madama Satã, Napalm e Lira Paulistana.
       O Lado A abre com uma canção de título provocativo "O homem que eu amo", segue com o "Iô-iô" de versos niilistas e sarcásticos, como "Meu iô-iô não quer subir/Vou reclamar na coca-cola". "Cadê o socialismo?" foi uma boa provocação para aqueles anos de abertura política,não é por acaso que a canção fora interditada para execução pública. O disco ainda traz as instrumentais "Marcha" e "Nazi über alles". "Verdades e mentiras" tem a cara do pós-punk paulistano, umas das melhores do disco.







TNT - A primeira formação, não oficial, da banda contava com Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Soria, Márcio Petracco e Alexandre Birck (que mais tarde integraria a Graforréia Xilarmônica, dando lugar a Felipe Jotz) em seus primórdios  .
Em 1985 gravam o Rock Grande do Sul  , uma coletânea com mais 4 bandas: DeFalla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e Os Replicantes, que mostra a formação mais conhecida. Pouco tempo após sua gravação teve a vinda de Tchê Gomes.
Flávio Basso e Nei Van Soria abandonam a banda antes do lançamento do primeiro disco, para irem tocar o seu "porno rock", em uma das maiores bandas de Rock gaúcho da história, Os Cascavelletes  .
Márcio Petracco volta à banda junto com seu ex-colega de escola Tchê Gomes, que eternizou sua voz e guitarra na banda cantando e tocando músicas como "Estou na Mão", "Ratiação", "Liga Essa Bomba" e "Deus Quis" (regravada pela banda Acústicos & Valvulados).
Em 1987 é lançado o primeiro álbum da banda, auto-denominado "TNT".








DeFalla - é uma banda brasileira de rock and roll formada em Porto Alegre, RS em 1985. Foi assim batizada em homenagem ao compositor erudito espanhol Manuel de Falla (1876-1946), sugestão do primeiro baixista do grupo, Carlo Pianta. Nasceu com influências de hard rock, rap, glam rock, heavy metal e, mais tarde, flertou com big beat, funk carioca, hardcore melódico e miami bass.
A banda ficou reconhecida pelas irreverentes mudanças em suas formações, seu estilo musical e sua apresentação estética. Inseriu-se no cenário do rock inicialmente no circuito alternativo de Porto Alegre e mais tarde em São Paulo e Rio de Janeiro, sendo famosas as apresentações no Circo Voador.






365 - Fundada em 1983, com os ex-integrantes da primogênita banda punk paulistana Lixomania e um ex-integrante do Psykóze, com influências do punk-rock e new wave, a banda contava com Miro de Melo na bateria (ex-Lixomania e Guerrilha Urbana), Tiquinho (guitarra) e Adauto (baixo), também ex-integrantes do Lixomania, e o ex-vocalista do Psykóze, Oclinhos. Nesse mesmo período, o 365 se apresenta no festival de Juiz de Fora, ao lado de Erasmo Carlos, entre outros grandes nomes. A banda , porém, não se parecia nem um pouco com o 365 que hoje se conhece. O projeto é abandonado depois de poucas apresentações.
Em 1985, já com Mingau (ex-Ratos de Porão) no baixo, entram pra banda o vocalista Finho e o guitarrista Ari Baltazar, que junto com Miro, constituem a formação definitiva da banda. Todo o repertório anterior é descartado. Finho e Ari assumem as composições da banda com um estilo voltado para o pós-punk. Sua música foi intitulada por alguns críticos como rock de combate.
Em 1986 é lançado o disco-mix contendo as músicas "São Paulo" e "Canção para Marchar", a canção "São Paulo" torna-se um grande sucesso e posteriormente um clássico do rock nacional. Com a repercussão positiva, em 1987 lançam seu primeiro álbum homônimo, contendo entre outras músicas, uma versão de "Grândola, Vila Morena", música do cantor e compositor português Zeca Afonso. A música original foi utilizada, na década de 70, como senha de sinalização durante a Revolução dos Cravos, em Portugal.






Violeta de outono - Violeta de Outono é uma banda de rock brasileira, que surgiu na cidade de São Paulo, em meados de março de 1984. Suas músicas tem em sua essência o pós-punk e o som psicodélico.
Em 1981, após o termino das atividades de sua primeira banda (Lux), o vocalista Fábio Golfetti conhece o baterista Claudio Souza, e juntos, participam da primeira formação da banda paulistana Zero, ficando somente até gravar um dos primeiros singles da banda.
Após sairem do Zero, Fábio Golfetti e Claudio Souza se juntam ao baixista e fotógrafo Angelo Pastorello, e formam em 1984 a banda Violeta de Outono.
Em 1986, com os primeiros shows, a banda começa a ter um público cativo, e acaba sendo convidada pela loja de discos Wop-Bop para lançar um EP com apenas três músicas, dentre elas Outono, uma das músicas mais conhecidas da banda.
Após o bom resultado do lançamento do EP, a banda assina com a gravadora RCA (hoje, selo pertencente à Sony Music), que lança em 1987 pelo selo Plug, o primeiro LP, batizado de "Violeta de Outono", que além de Outono, continha músicas como Declínio de Maio, Dia Eterno e o cover de Tomorrow Never Knows dos Beatles, considerado pelos ferozes críticos da época, ser tão bom quanto o original dos Fab Four.
Já em 1989 é lançado o segundo LP, intitulado "Em Toda Parte", que acaba não tendo o mesmo resultado do LP de estreia. Neste LP destaca-se a música-título do álbum.






Fellini  - Em 1985 a essência do Post-Punk inglês e suas principais bandas começavam a se dissolver. No Brasil, entretanto, o gênero parecia recém-descoberto, alimentando uma série de obras que caminhavam pelas sombras do solo tupiniquim. Princípio para o trabalho de grupos como Legião Urbana e Ira!, o estilo encontrou na postura versátil da paulistana Fellini um ponto natural de transformação. Sustentados pelos experimentos, Cadão Volpato, Thomas Pappon, Jair Marcos e Ricardo Salvagni fizeram da curta passagem da banda um dos momentos mais curiosos do rock brasileiro dos anos 1980 – e até além dele. Da essência de Adoniran Barbosa, passando pelos arranjos sombrios de grupos como The Smiths, Gang Of Four e Joy Division, poucas bandas surgidas no mesmo período conquistaram um repertório tão hermético e ainda amplo quanto a Fellini.






Garotos Podres - Influenciados pelas bandas de punk rock do final dos anos 70 e início dos anos 80, o grupo foi formado em 1982 na cidade de Mauá, que é uma das cidades que compõem a região do Grande ABC em São Paulo. Naquela época o Brasil se encontrava no auge do movimento punk no país, e várias bandas surgiam principalmente nos grandes centros urbanos.
Sua primeira apresentação aconteceu em 1983, na cidade de Santo André num evento que reuniu vários grupos de vários estilos musicais em prol do Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC, daí para frente começaram a participar de vários eventos pela região. A primeira gravação aconteceu em 1984 quando foram convidados a participar de uma coletânea em K7 com as bandas: Corte Marcial, Infratores e Grito de Alerta.
Em 1985 entraram em estúdio para gravar o que seria uma demo-tape. Foram gravadas e mixadas catorze músicas em doze horas num estúdio de oito canais, e o resultado foi considerado tão bom para os padrões da época que onze destas músicas acabaram se tornando o álbum de estreia da banda, intitulado Mais Podres do que Nunca, editado pelo extinto selo Rocker e no ano seguinte pelo extinto selo Lup-Som. Esse disco chegou a marca das 50.000 cópias vendidas, um recorde de vendagem de discos independentes na época e continua sendo distribuído em CD até hoje.






Os Replicantes - O nome da banda Os Replicantes é uma referência aos andróides do filme Blade Runner (1982) de Ridley Scott, no qual os replicants do filme eram muito parecidos com os seres humanos, porém mais fortes e ágeis.
Em 16 de maio de 1984, com Wander Wildner (vocal), Cláudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo) e Carlos Gerbase (bateria), a banda se apresentou profissionalmente pela primeira vez, no Bar Ocidente, em Porto Alegre. Em 1984, gravam a música Nicotina num estúdio de jingle, de quatro canais, com a ajuda do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. Levaram a música para a recém criada Rádio Ipanema FM, que a incluiu na programação. Em 1985 eles passam a fazer mais shows, gravam um videoclipe de "Nicotina", o primeiro da história do rock gaúcho, e resolvem gravar seu primeiro disco: um compacto duplo (vinil) com quatro músicas: "Nicotina", "Rockstar", "O Futuro é Vórtex" e "Surfista Calhorda". O disco é distribuído pelo selo Vórtex, dos próprios Replicantes. De forma independente, o compacto chega em várias cidades brasileiras e vende duas mil cópias.
Na sequência fazem um videoclipe para "Surfista Calhorda" e são convidados a participar da coletânea Rock Garagem, com a música "O Princípio do Nada". Em 1986 assinam contrato com a gravadora RCA (depois BMG), e gravam o LP O Futuro é Vórtex, em São Paulo. As músicas "Surfista Calhorda" e "A Verdadeira Corrida Espacial" saem na coletânea Rock Grande do Sul, que traz as bandas DeFalla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e TNT. "Surfista Calhorda" tem boa aceitação nas rádios de todo país e logo se torna um hit. O segundo disco, lançado em 1987, também pela BMG, é Histórias de Sexo e Violência, outro clássico, com "Sandina", "Astronauta" e "Festa Punk". Nesta época fazem uma série de shows em São Paulo, tocando ao lado de outras bandas do cenário da época, como o Plebe Rude, Cólera, Garotos Podres e 365. Lançam o primeiro vídeo da música brasileira em locadoras, a fita VHS Os Replicantes em Vórtex, com videoclipes e shows da época.






HANÓI HANÓI - Criado por Arnaldo Brandão (ex-A Bolha,Brylho e A Outra Banda da Terra - que acompanhava Caetano Veloso]) a partir de uma parceria com o poeta Tavinho Paes, o guitarrista mineiro Affonso Heliodoro dos Santos Jr., o Affonsinho, e o baterista Pena, o "Hanói-Hanói" gravou seu primeiro LP em 1986, que inclui o maior sucesso da banda, "Totalmente Demais" (posteriormente regravado por Caetano Veloso) e "Blablabla Eu Te Amo" (mais conhecido pela interpretação de Lobão). Em 1988, em seu segundo disco, o grupo lançaria outra música que ficaria famosa com outro intérprete: "O Tempo Não Pára", parceria de Brandão com Cazuza, que popularizou a própria versão. O terceiro disco, "O Ser e o Nada" (EMI), é de 1990 e tanto o título quanto o conceito do disco são empréstimos feitos ao papa do existencialismo, Jean-Paul Sartre. O grupo teve seu grande momento ao vivo durante o Rock In Rio II em 1991, quando substituíram o Barão Vermelho. No ano seguinte, foi lançado Coração Geiger.
A banda ainda lançaria o CD "Credus" em 1995, contendo gravações feitas durante uma turnê em 1993. Tavinho Paes e Arnaldo Brandão continuaram a parceria que iniciaram nos anos 80, com mais de 50 canções editadas e gravadas após o fim da banda.







AZUL 29 - Grupo de Tecnopop e Synthpop formado em 1982, na Cidade de São Paulo. Integrado por Thomas Susemhil (voz e teclado), Eduardo Amarante (guitarra), Miko Bielefeld (baixo) e Malcolm John Oakley (bateria) e influenciado pela New Wave, lançou dois compactos pela gravadora WEA: Metrópole/Olhar, em 1983 e O teu nome em neon/Ciências Sensuais, em 1984. Além dos compactos, participou da trilha sonora do filme Bete Balanço1 , dirigido Lael Rodrigues, também em 1984, com a canção Video-Game, que se tornou sua música mais conhecida e seu maior sucesso. A banda encerrou suas atividades em 1985 e não chegou a gravar nenhum LP.






Eletrdomésticos - Sucesso dos anos 80, a canção “Choveu no Meu Chip“ esteve entre os primeiros lugares em vendas e execução nas rádios do país. Composta no emblemático (graças à Orwell) ano de 1984, profetiza com humor  a era digital e a incorporação de computadores pessoais no cotidiano, quando ainda não havia telefones celulares nem internet WWW no Brasil.

“(…) Já eram todos os arquivos/ Os meus controles pessoais/ O telefone dos amigos / Minhas informações vitais (…)”
A banda “Eletrodomésticos” formou-se durante a faculdade de Design, na PUC-RJ, com Luciana Araujo Lumyx como compositora e teladista, pilotando um teclado Korg Poly 800.






Akira S e as Garotas que Erraram - Akira S conheceu Pedreira Antunes AKA Lex Lilith, o Alex Antunes em 1984. Logo apresentou-lhe o que sabia sobre música eletrônica, influenciada principalmente pela New Wave, e em seguida resolveram montar uma banda.
Começaram apenas com baixo, tapes e voz, mas não era suficiente para expressar o que sentiam, então Edson X foi convidado para tocar bateria. Mesmo assim não foi o bastante.
Em um determinado momento, tiveram dois baixos, teclados e a bateria ora acústica ora eletrônica e nenhuma guitarra. Contudo os guitarristas dos Voluntários da Pátria, Miguel Barella e Giuseppe "Frippi" Lenti, passaram a contribuir com a banda, sendo que este último chegou a ser integrante oficial de Akira S & As Garotas Que Erraram.

Em 1985 participaram da coletânea "Não São Paulo" com a música "Sobre As Pernas", que contou com a participação de André Jung, da Ira!, e do alemão Holger Czukay, da Can, que fora convidado por Miguel Barella para a gravação.

Em 1987 lançaram um disco homônimo que ainda hoje não foi lançado em CD. Com muitas pesquisas sobre timbres e o uso de vários efeitos, dentre eles e-bow e guitar-synth, a importância de Barella e "Frippi" nas gravações do LP foi enorme, maior do que qualquer um previa. Paralelamente a isso, o baixo de Akira S e a bateria de Edson X tiveram relevante influência para os Voluntários da Pátria.




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