segunda-feira, 13 de junho de 2016

A ETERNA RIVALIDADE ENTRE OS FÃS DA MARVEL E DA DC






Nada mais enfadonho do que ver fanboys brigando nas redes sociais pra ver qual empresa tem os melhores personagens imaginários. 
 
Uns optam pela Casa das Ideias; outros são groupies da Distinta Concorrente. Mas (quase) todos tem em comum o espírito de “Fla-Flu”, quando se trata de defender a sua editora favorita.



 
A Marvel larga na frente

 
A Marvel começou seu projeto cinematográfico antes da DC, mas de maneira difusa. Os direitos de alguns personagens estavam espalhados –a tentativa desesperada de salvar o pescoço no fim dos anos 90, quando a empresa estava em concordata, e precisava de grana, e rápido –e isso dificultava aprofundar no seu próprio universo para realizar filmes. Mas a Fox (com X-MEN, QUARTETO FANTÁSTICO e, por um certo tempo DEMOLIDOR) ajudou a pavimentar os heróis Marvel na telona. Assim como a Universal com o HULK. A Sony, com o HOMEM ARANHA, elevou os filmes de super-heróis à categoria de 'blockbuster'. 



 
Com o caixa em dia era hora da própria Marvel realizar suas próprias produções.
Mas tinha que ser não uma só, mas várias produções que fossem intercaladas, como nos quadrinhos, onde o fim de uma história não é propriamente um fim, mas sim a ligação com outros títulos. 
 
Se funciona com a nona arte, funcionaria também com a 7ª.






HOMEM DE FERRO foi um triunfo, principalmente pela escolha de Robert Downey Jr como Tony Stark. Verborrágico, sarcástico e com veia pra mega produções, Robert ERA Stark. Isso fez com que a produção levasse multidões aos cinemas e aguçasse a curiosidade dos fãs. Seria esse o início de um 'universo cinematográfico' grandioso? Sim. E com toda pompa e circunstância.



A intenção era culminar com os Vingadores e, para isso, deveriam lançar outros heróis antes disso. THOR e CAPITÃO AMÉRICA fizeram muito bem a lição de casa e possibilitaram que a reunião dos “maiores heróis da Terra” fosse um sucesso bilionário.

A Marvel viu que tudo estava indo de vento em popa. Seu projeto não era mais para intercalar filmes, mas sim sagas. E pra isso a empresa planejou de maneira minuciosa seu projeto em “fases”. Além de emplacar séries na TV que tivessem correlação com seus filmes. AGENTE CARTER E AGENTES DA MARVEL são exemplos.



A fase 2 opta pelas continuações de HOMEM DE FERRO, THOR e CAPITÃO AMÉRICA, além de O HOMEM FORMIGA e GUARDIÕES DA GALÁXIA. Novamente, os filmes se tornam sucesso de bilheteria.



Já a fase três, teve início em 2016, com Guerra civil.








Mas e a DC? 
 
Sabendo que sua maior rival nadava de braçadas nas bilheterias mundiais, a editora e sua detentora, a Warner, começaram a se mexer. Mas de maneira lenta e confusa. Tanto que DEMOLIDOR, ELEKTRA e LANTERNA VERDE foram criticados pela mídia americana –apesar de ELEKTRA ser melhor que os dois longas.

Veja, filmes não são arte e nem estúdios tampouco lugares onde a “mágica acontece”. São empresas e seus acionistas pressionam por resultados. Assim que a Warner Studios teve que encarar sua empreitada cinematográfica: resposta a seus a clientes que viam oportunidades perdidas no mercado.

Sob pressão e finalmente com um projeto, Zack Snyder (que fez o razoável 300 e o impressionante WATCHMEN), ficou incumbido de dar o VERDADEIRO pontapé inicial na jornada da DC nos cinemas. 


 
HOMEM DE AÇO chegou cercado de expectativas e fez bonito, tanto nas bilheterias mundo afora, quanto para boa parte da crítica. Foi uma versão melhorada do Superman de 1976, que até os dias de hoje é lembrado como uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema.

O filme de Snyder tinha que dar certo, para sua mais ambiciosa produção pudesse ser realizada BATMAN vs SUPERMAN.



Quando as notícias começaram a surgir, os fãs entraram em frenesi, já que era um sonho de consumo ver os maiores nomes da DC se enfrentarem nas telonas –a obra de Frank Miller (O CAVALEIRO DAS TREVAS) onde eles se enfrentam é considerada uma das maiores obras da 9ª de todos os tempos; e com muita razão.




Os primeiros trailers demonstravam que o filme seria antológico, aumentava a expectativa, mas também a responsabilidade de Zack e do projeto da Warner/DC.



E pudemos acompanhar um grande filme, mas não uma obra grandiosa que sugeria. Isso não desqualifica em nada a produção e sequer o projeto. Apenas as expectativas talvez fossem exageradas. 
 
O filme chegou próximo de 1 bilhão nas bilheterias do mundo todo e manteve os projetos seguintes (ESQUADRÃO SUICIDA, MULHER MARAVILHA e LIGA DA JUSTIÇA) como grandes apostas tendo tudo para corresponderem. 

 




Mas por que diabos os fãs ficam se digladiando por isso?

Os fãs da Marvel não gostam das críticas que os filmes da “Casa das ideias” são cheios de humor, com censura quase livre para os filmes. Os da Detective Comics, não aceitam que se diga que BvS foi nada menos do que soberbo e o “maior filme de heróis de todos só tempos”.



Porra, será que a discussão já chegou a esse ponto? Competição é saudável, críticas são bem-vindas (se são construtivas) e erros nesse fase inicial são perfeitamente normais. A própria Marvel padeceu com críticas a algumas de suas superproduções. É possível levar de boa tudo isso, bater no liquidificador e tocar o barco?

O filme de Snyder é um baita filme e, claro que seria mais sombrio, já que tem BATMAN na parada. Portanto, não se pode esperar humor. A versão sem cortes da película corrige algumas distorções.

Os filmes da Marvel claro que são mais leves. Primeiro, fazer filmes com censura maior, diminui a renda --DEADPOOL veio pra provar que é um tabu que pode e deve ser derrubado-- e nas páginas dos quadrinhos, é normal cenas mais fortes serem entrecortadas por tiradas de humor, para amenizar a tensão. LIDEM COM ISSO.
Também tem a discussão “os filmes da minha empresa favorita rendeu mais que os da sua”. OK. Desde que você prove que tá ganhando participação nas bilheterias pra usar esse argumento, de boa então...



Mas se não, entenda que filmes tem orçamento alto, despesas que devem ser cobertas e patamar mínimo pra ser considerado sucesso comercial. TODOS eles foram sucesso. Seja os da Marvel, seja os da DC. Além de bilheteria em âmbito mundial, são levados em conta: vendas em DVD e BLU-RAY, vendas para TV e produtos licenciados.
 
É, mas tal editora copiou aquele personagem da minha editora favorita”. As duas praticamente copiam o trabalho uma da outra, ao longo das décadas. As vezes tem a ver com roteiristas que largam o barco no meio do caminho, ou são demitidos e levam a ideia pra outra empresa. Quem conhece a história do personagem DARKSEID sabe bem do que eu tô falando.

Ah, mas os críticos do Omelete (do UOL) falaram mal do BATMAN vs SUPERMAN”. E desde quando os caras de lá entendem de cinema e séries? Nunca entenderam e vão morrer tentando entender. E se fosse pelo nome forte do UOL por trás, nem teriam muita credibilidade. 
 
Também acho o argumento de que alguns blogueiros foram pagos pra detonar os filmes do Morcegão contra o Escoteiro estúpido. Escracharam com a produção porque quando foram assistir, deviam estar de mal humor, ou tomaram um pé na bunda da namorada (ou namorado) e descontaram na resenha que fizeram. O filme não é a obra de arte absoluta que os fãs dizem ser, nem é ruim como certos “entendidos” alardearam. Lembrem-se que OS VINGADORES 2 também teve repercussão negativa, exatamente por prometer demais, e cumprir de menos. Ainda assim, um bom filme. E sucesso financeiro atingido.





A DC emplacou vários de seus personagens em séries televisivas, expandindo ainda mais seu universo, conquistando mais fãs e repaginando seus quadrinhos de linha.



Talvez seja mera ilusão da minha parte, mas que tal a gente curtir o melhor das duas editoras, tanto nos quadrinhos, quanto na TV e cinema? 
 
Filmes, seriados, animações, gibis, games, produtos licenciados a perder de vista...Tanta coisa pra gente desfrutar e fica um bando de moleque mimado brigando nas redes sociais sobre quem tem os melhores personagens? Gente, na boa, mas isso é perda de tempo. Curta tudo o que for lançado pelas empresas. Até porque nunca foi tão bom ser nerd, quanto no século XXI...





domingo, 21 de fevereiro de 2016

Curiosidades do Mundo do Rock




As lendas e os mitos são o que mais fascinam os fãs do gênero musical que abalou o século XX. Eis alguns deles:





RUSH e o Álbum 2112 – Quarto disco da banda canadense foi lançado em fevereiro de 1976. A gravadora queria um som mais palatável ao sistema, como The Kinks, a banda que mais se adaptou ao que a indústria queria, e exigiu do Rush um som no mesmo estilo, com ameaça de não renovar com o grupo. Insatisfeitos com essa decisão, mas ao mesmo tempo confiantes no próprio trabalho, os integrantes resolveram peitar os chefões da gravadora. O esforço valeu a pena e a música foi destaque do disco e elevou a banda canadense ao top das maiores da história do rock.







Elvis e a Origem do Acústico – Em 1968 o “rei” vivia uma fase de baixa no rock and roll. Suas músicas já não tinham a mesma pegada, a trajetória no cinema só enfraqueceu sua imagem de roqueiro e o mercado fonográfico, agora muito competitivo, não o colocava entre os 10 mais da Bilboard. Mas a chance de um especial realizado pela NBC possibilitou sua volta triunfal. Feliz pelo nascimento de sua filha Lisa-Marie, ele parecia redivivo no palco. Dividido em três partes, o show ficou marcado pelo que chamamos hoje de “acústico”. Com os colegas de banda, ele repassava seus antigos sucessos, entrecortados por seus comentários e brincadeiras com o público. Ele estava mais à vontade do que nunca e seu carisma fazia toda a diferença. As outras duas partes (uma pequena apresentação no palco, sem a banda, cantando mais clássicos, tentando sem sucesso fazer sua antiga coreografia “Elvis-The Pelvis” e a parte que lembra muito os especiais do Roberto Carlos dos anos 80 e 90 na TV brasileira) deixaram a desejar. Mas o que importava era à volta por cima de uma lenda dor rock. Só por isso o Especial de 1968 já teria valido a pena.







Jimi & Jim - Em 1968, em Detroit, três lendas do rock se encontraram para uma despretensiosa apresentação. Eram eles: Jimi Hendrix, Jim Morrison do The Doors e o guitarrista Johnny Winter. Apesar de cantar pouco, Morrison ao se juntar com o maior guitarrista de todos os tempos marcou a década de 60, num dos maiores encontros da história do rock.






Syd Barrett – Após três singles e dois discos com o Pink Floyd, Syd Barrett sucumbiu às drogas. Em seu lugar entrou David Gilmour. O seu declínio impactou Roger Waters e Gilmour. Em meados de 1973, uma figura calva com ar distante apareceu de surpresa em uma sessão de gravação do Floyd. Acompanhou toda a passagem de som e se retirou. Aos poucos foram reconhecendo que aquela figura débil era na verdade Barrett. Tal evento mexeu profundamente com os integrantes, que posteriormente gravaram Shine your Crazy Diamond e Wish you Were Here em sua homenagem.





Led Zeppelin – Quando perdeu o filho em um acidente de carro, Robert Plant, vocalista do Led, resolveu dar um tempo com a banda, em plena turnê pelos EUA. Após vários meses o grupo volta para gravar o que seria seu último disco In Through the Out Door. O álbum continha a música All My Love, homenagem ao filho de Plant. Considerada uma das mais emblemáticas canções do grupo, a performance do vocalista é carregada de emoção, em especial durante o refrão.






Ramones – Paul McCartney sempre que queria anonimato em suas hospedagens mundo afora usava um pseudônimo: Paul Ramon. Foi a partir daí que Johnny, Dee Dee e Joey formaram os Ramones, em homenagem ao ex Beatle. Todos usando o mesmo “sobrenome”, como uma família. A banda punk, talvez a mais importante e longeva do punk marcou época e é referência até hoje na música.




The Doors sem Morrison – Apenas seis meses após a morte do vocalista da banda, Jim Morrison, os remanescentes do grupo resolveram seguir com o mesmo nome, usando canções compostas pelos próprios músicos, numa tentativa desesperada de provar que havia vida para o Doors, sem sua principal estrela. O resultado foi um caça-níquel pretensioso, que mancha a trajetória da banda. Se o nome fosse outro, as canções seriam bem aceitáveis. Mas como resolveram manter o mesmo nome, a comparação foi inevitável. Nos vocais, o tecladista Ray Manzereck. Nada muito animador. O que eles conseguiram foi provar que o grupo era composto por Jim Morrison e mais três.




Kiss e a Famosa Maquiagem – Quer tirar o baixista do Kiss, Gene Simmons, do sério? É só perguntar a ele se a origem da maquiagem soturna da banda foi inspirada no grupo brasileiro Secos & Molhados. Ney Matogrosso e sua trupe se apresentaram no México em 1973 e segundo reza a lenda, Simmons estava na plateia. Ele se admirou com a performance e a cores usadas pelos integrantes. Nascia aí o visual da banda Kiss. Gene nega até hoje o ocorrido.







Bachman Turner Overdrive – Considerada a banda mais careta do rock, seus integrantes (ao menos para as câmeras) rejeitavam o uso de drogas e eram reservados e comedidos com suas respectivas vidas pessoais. A antítese dos roqueiros da época e algo raro até hoje.






George Harrison, o 3º Beatle – Intimidado pela genialidade Paul McCartney e John Lennon, George Harrison sempre evitou compor. Sua timidez foi vencida ao compor a bela Here Comes the Sun. A espera valeu a pena. A canção se transformou num dos principais hits do disco e tem uma sonoridade maravilhosa. A partir daí, com mais segurança, ele se tornou figura ativa na banda. Já Ringo Starr...






Joy Division – Ian Curtis, vocalista da banda inglesa era funcionário da seguridade social no Reino Unido. Começou a se apegar a uma mulher que, assim como ele, sofria de epilepsia em estágio avançado. Quando recebeu a notícia que esta havia falecido em decorrência da doença, Ian surtou. Abalado por saber que aquilo, inevitavelmente, aconteceria com ele também, compôs uma das mais belas canções do grupo: She’s Lost Control. Curtis acabou se suicidando em 1980.





The Doors e Woodstock – Uma das primeiras bandas a ser convidadas para o festival de Woodstock, os integrantes do The Doors viram o convite ser retirado quando Jim Morrison foi processado por atentado ao pudor (supostamente mostrou o pênis em durante uma apresentação) e também por dizer em um show na Flórida que “Hitler está vivo e vive aqui em Miami”. Talvez o grupo que mais os fãs tenham sentido falta durante aqueles três dias de rock and roll, em 1969.







quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ALGUNS PROBLEMAS SOBRE A SAGA STAR WARS...







LUKY SKYWALKER É UM PERSONAGEM SEM CARISMA – Não é fácil admitir que o personagem principal dos episódios 4 ao 6 na verdade não é carismático. Muitas vezes é desinteressante, estranho, sem ‘sex-appeal’ e reclamão. Mesmo quando ele se torna “fodão”, em O RETORNO DE JEDI (que deveria ser DO Jedi), ainda assim lhe falta um algo mais. O mesmo mal que acometeu o ator Hayden Christensen, que interpreta o pai de Luke nos episódios 1 e 2. Talvez por isso faça sentido eles serem pai e filho.




A MAIORIA DOS DIÁLOGOS É HORRÍVEL – Alguns dos fãs mais antigos criticaram, e muito, os prequels (filmes feitos posteriormente, mas que são ambientados antes dos originais), mas o certo é que os diálogos da trilogia “clássica” deixam muito a desejar. O que prova que George Lucas se ateve mais aos efeitos, do que propriamente do conteúdo.


BOBA FETT É UM PERSONAGEM CARICATURAL DEMAIS – Não se sabe suas origens, suas motivações, o que pensa e como obteve seu ‘legendário status’. Não é, nem de longe, icônico. No máximo, isso se a nova trilogia conseguir  falar sobre suas origens, legalzinho.


BATALHAS COM O SABER DE LUZ SÃO, MUITAS VEZES, FORÇADAS – Talvez com coreografias melhores isso não aconteceria. Fato é que se os próprios atores teriam que fazer os duelos, deveriam estar preparados. Na trilogia dos anos 2000, estes confrontos parecem muito mais próximos de uma “realidade”, do que dos anteriores.


QUASE NÃO HÁ PERSONAGENS FEMININAS NA TRILOGIA CLÁSSICA – Ao menos há a princesa Leia, certo? Ela é durona, não leva desaforos e não espera pelos outros resolverem as coisas. Mas é pouco. E somado ao fato da personagem ser resgatada com frequência. Mas Carrie Fischer dá conta do recado, esbanjando beleza e carisma. Essa distorção acabou na nova trilogia. No episódio 7, tanto Leia quanto a personagem Rey parecem tomar conta da história.


O “EU SOU SEU PAI” É ALGO QUESTIONÁVEL – Claro que adiciona o elemento dramático ao filme, mas soa quase como uma novela mexicana, tão acostumada a revelações paternas em suas ‘tramas’. Além de pequenas contradições. Vader não tentou matar Luke na batalha de Yavin? Não conseguiu sentir quem era ele? Obi Wan falou sobre Darth de uma maneira diferente da conclusão de O IMPÉRIO CONTRA ATACA, (aqui, já com a ajuda do experiente Lawrence Kasdan no roteiro); talvez essa mudança não estivesse previamente programada. Ainda assim, foi o que mais chamou a atenção na sua estreia.


O IMPÉRIO CONTRA ATACA NÃO TEM UM FINAL APROPRIADO – Lógico que, de olho nas bilheterias polpudas, George Lucas deixou em aberto o filme, mas sem uma mínima conclusão. Sequer havia um plano exato de quando apareceria a nova etapa, nos cinemas.


HAN SOLO PARECE MENOS CARISMÁTICO E MAIS RECLAMÃO – Aqui já sem Lucas à frente, muda-se um pouco a direção do personagem na trama de o RETORNO DE JEDI. O mercenário ficou mais sensível e ciumento; o oposto daquele personagem fodástico do episódio 4. Seu carisma foi reduzido a 1%.


O RETORNO DE JEDI TEM MUITA ENROLAÇÃO -  Esquecendo-se da paixão (que os fãs da saga têm de sobra), não muito o que contar no episódio 6. Excetuando-se a cena inicial, do resgate de Solo, pouca coisa se salva na ‘trama’. Diálogos, trabalho de câmeras, roteiro...Há momentos entediantes. Especialmente na parte em que conhecemos os EWOKS. Até os fanáticos pelo filme acharam estranha e até desnecessária a inclusão dos bichinhos peludos.
A estória também não é das mais originais. Agora os heróis devem destruir OUTRA estrela da morte. Ok...
Há algumas cenas e tiradas legais, a nostalgia ajuda na perpetuação do mito (de "um dos maiores filmes de todos os tempos"), mas o certo é que, excetuando-se os poucos pontos positivos, o filme é disfuncional.



EPISÓDIOS 1, 2 e 3 – Na hora em que decidiu contar a origem de Darth Vader, George Lucas acabou incorrendo no mesmo erro de antes: esticar demais a piada. Optou por longos três filmes para mostrar o que levou o personagem para o Lado Negro da Força.  O elenco, recheado de rostos conhecidos, ajuda, mas a direção pouco inspirada de Lucas não. Encantado mais pelos avanços tecnológicos da época, do que contar uma boa estória, o famoso diretor mostrou muito mais efeitos, do que conteúdo. Promete mais do que cumpre.



O DESPERTAR DA FORÇA – Apesar de algumas coisas acontecerem rápido demais (a ‘conversão’ do stormtrooper Finn e do aparecimento da força na personagem Rey, e com uma trama até certo ponto conveniente para o desenrolar do resto da trilogia vindoura), o filme funciona.
É possível perceber que alguns erros recorrentes estão na tela, como a tal Capitã Phasma, que não foi desenvolvida propriamente, um quê de revival do episódio UMA NOVA ESPERANÇA , desperdício de um grande ator como Max von Sydow e com um final um tanto quanto decepcionante.
Ainda há necessidade de se desenvolver  melhor o novo trio (além dos dois supracitados, há o piloto Poe.

Mesmo com algumas ressalvas à saga, é inegável que STAR WARS é um marco na cultura pop, que marcou gerações . Nenhum erro ou contradição vai apagar o que representou para o cinema de ficção (gênero tão marginalizado pela Academia de Artes de Hollywood); a trilha de John Willians é fantástica e assistir Guerra nas Estrelas nos remete que Lucas é sim um bom diretor. Mais por seus filmes anteriores (LOUCURAS DE VERÃO e o excelente THX-1138);  mas isso não exclui os erros de STAR WARS, aos quais os fãs não deveriam  se opor, e sim, tirar proveito disso, para entender melhor e mais claramente a mitologia da cinessérie.

 





E, apesar do pesares, é algo que se revigorou com a continuação dirigida por J.J Abrams, perito em filmes do gênero. Por isso, os apreciadores podem relaxar, porque a Força continuará por muito tempo entre nós.






sexta-feira, 9 de outubro de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SÉRIES QUE: são uma decepção










DARK MATTER -
Sinopse: Uma tripulação de seis pessoas desperta de estase em uma nave espacial abandonada nos confins do espaço. Sem memórias, eles não têm nenhuma lembrança de quem são ou como chegaram a bordo. A única pista sobre suas identidades é um compartimento de carga cheio de armas e um destino: uma colônia de mineração remota que está prestes a se tornar uma zona de guerra. Sem a menor idéia de que lado estão neste conflito, eles encaram uma decisão mortal. Será que esses amnésicos virarão as costas à história, ou será que seus passados irão alcançá-los? 

 Tanto elenco, quanto roteiro e direção não ajudam o projeto a emplacar, se tornando previsível e tedioso, muitas vezes.





 
ZOO
Sinopse: Na história, Jackson Oz (James Wolk, de Crazy Ones) é um zoologista que trabalha na África, onde percebe um estranho comportamento nos animais de diferentes espécies da região, que começam a atacar as pessoas sem qualquer provocação aparente. Em pouco tempo, os ataques se tornam mais constantes e coordenados, chegando a ocorrer em outras cidades do mundo. Encarregado de desvendar o mistério, Jackson corre contra o tempo para evitar que a humanidade seja destruída.
 Se no papel a ideia possa até parecer interessante, na prática o que vemos é uma mistura confusa, com efeitos pouco inspirados. O elenco se esforça, mas não melhora muito a série.







BLINDSPOT
Sinopse: Blindspot conta a história de um agente do FBI que, misteriosamente, se vê em meio a uma conspiração. A história começa quando uma pessoa, completamente sem memória, é encontrada nua no meio da Times Square, em Nova York, com o corpo coberto de tatuagens recentes. E uma dessas tatuagens é o nome do agente.

Com um começo bem interessante, o piloto se perde da metade para o final, com a história se apressando em seduzir o espectador com a teoria de conspiração. Não funciona. Os clichês e a má atuação do elenco contribuem pra isso.






 SENSE 8 -
Sinopse: Grupos de pessoas ao redor do mundo que estão ligadas mentalmente, e precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial.
 Confuso, arrastado e com a obrigação de esticar a história por longos 12 episódios, a trama não empolga, nem diz a que veio. A Netflix acabou renovando para uma segunda temporada, o que causa espanto, já que não sobrou muito o que contar depois da 1ª.







12 MACACOS - 
Sinopse: Com roteiro de Terry Matalas (Nikita, Terra Nova, Star Trek: Enterprise) e Travis Fickett (Nikita, Terra Nova), a história é situada em um mundo pós-apocalíptico. A humanidade é forçada a viver nos subterrâneos depois que um vírus mortal é liberado. James Cole (Aaron Stanford, de Nikita), um condenado, é enviado ao passado com o objetivo de reunir informações sobre o vírus para que os cientistas possam erradicá-lo.

 Esqueça o filme dos anos 90, com Bruce Willis e Brad Pitt (indicado ao Oscar por sua performance); essa adaptação é ruim em todos os aspectos possíveis (elenco, direção, roteiro, produção). Ainda assim, garantiu uma nova temporada. Boa sorte aos que tiverem coragem.






TRUE DETECTIVE (2ª TEMPORADA) - 
A história agora se passa em Los Angeles e arredores, em especial no distrito de Vinci, e o foco agora está em quatro personagens, sendo três deles policiais interpretados por Colin Farrell (Ray Velcoro, um detetive amargurado, corrupto e com um passado sombrio), Rachel McAdams (Ani Bezzerides, uma detetive do condado de Ventura viciada em jogos de azar) e Taylor Kitsch (Paul Woodrugh, um patrulheiro rodoviário do Estado da Califórnia), além de Vince Vaughn, (Frank Seymon, um empreendedor do ramo imobiliário que está para desenvolver um grande projeto no estado utilizando de meios escusos e correndo o risco de perder todo o seu investimento).

 A 1ª temporada é fantástica. Um clima soturno, atuações impecáveis e com roteiro primoroso. Difícil saber o que aconteceu desta feita. O elenco estelar não ajuda; a história não empolga; a trilha menos. A direção ainda se esforça em tirar 'leite de pedra', mas não consegue salvar a série. A audiência comprovou o fiasco e desabou após os 3 primeiros episódios.





LUCIFER - 
Sinopse: Entediado e infeliz como o Senhor do inferno, Lúcifer abdica de seu trono e abandona seu reinado para viver na atordoada Los Angeles. Lá, ele dá início a outro empreendimento: ele abre um Piano-Bar chamado Lux. 

Com essa sinopse nem é preciso comentar ...






IMPASTOR
Sinopse: Buddy Dobbs (Michael Rosenbaum) é um apostador que gosta de fumar maconha e se meteu em problemas quando pegou dinheiro emprestado com um agiota e, para fugir, rouba a identidade de um homem e acaba se passando por um pastor gay em uma pequena cidade nos Estados Unidos. Apesar do ímpeto de fugir com o dinheiro do pastor, Buddy tem um ataque de consciência quando percebe que as pessoas dali realmente gostam dele – e ele começa a gostar delas também.
 Afastado da TV desde o fim de SMALLVILLE ( onde fazia um fantástico Lex Luthor), Michael Rosebaum volta nessa comédia descompromissada, mas recheada de clichês (a começar pela sinopse). Mas nada que seja catastrófico, ainda mais se constatarmos que é exibida em um canal menor nos EUA, portanto com expectativas menores das grades redes de TV.







THE WHISPERS - 
Sinopse: Uma força invisível está fazendo as crianças atuarem em favor de sua causa. Quando centenas de crianças em Washington D.C. começam a falar sobre o amigo imaginário Drill, o que os pais não sabem é que Drill não é tão imaginário assim, e capaz de induzir as crianças a brincarem com um jogo perigoso, e com consequências bastante reais.
Lily Rabe (de “American Horror Story”) é a protagonista, com Barry Sloane (o Aiden de “Revenge”) e Milo Ventimiglia (o Peter de “Heroes”) também no elenco.
 Steven Spilberg é obcecado por alienígenas e atores mirins. Aqui, como produtor, ele investe nas duas vertentes. O seriado não consegue empolgar, com desperdício de bons atores e de uma boa perspectiva.






WAYWARD PINES - 
Sinopse: Baseado no livro Pines, de Blake Crouch, a trama de Wayward Pines acompanha Ethan Burke (Matt Dillon), um agente do Serviço Secreto que viaja para Wayward Pines, Idaho, em busca de dois agentes desaparecidos e descobre um complexo mistério envolvendo a região. Quando ele acorda no hospital de Wayward Pines, a enfermeira Pam (Melissa Leo) é quem cuida dele. No entanto, parece que Pam está mais interessada em machucá-lo do que em ajudá-lo. Ela e o agente acabam se tornando inimigos mortais e Ethan descobre que seu papel na cidade vai muito além do que se imaginava.


 Talvez a maior decepção da temporada. Por estar cercado de mistério durante sua produção e ter à frente do projeto M. Night Shyamalan (O SEXTO SENTIDO e CORPO FECHADO), esperava-se muito. Mas o que se viu foi uma história que não vingou, apesar de um começo que cativava. Um excelente elenco (menos o Matt Dillon) desperdiçado em uma trama que mistura nada com coisa nenhuma. O final, patético, já evidenciava a decisão da Fox que era a de não renovar para uma segunda temporada. Sabiamente diga-se.






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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Minha homenagem a Joni Mitchell. Enquanto ela ainda vive...



por Régis Tadeu

link original AQUI.



David Crosby dizia que ela era tão humilde quanto o ditador italiano Benito Mussolini. Bob Dylan disse certa vez que ela é dos “homens mais durões” que ele já viu. Não duvide destes dois: Joni Mitchell é uma mulher muito diferenciada desde a época em que era uma bela e carismática hippie dos anos 70 e que se tornou famosíssima como uma das maiores cantoras de todos os tempos, levando a beleza de suas canções muito além dos muros tradicionalistas da folk music americana.

Sua origem canadense nunca foi um empecilho para que ela exercitasse a energia vulcânica que circulava em suas veias e artérias. Obstinada, ela jamais se rendeu ao machismo reinante no show business. Para ela, deveria haver uma igualdade e jamais uma dominância. Dona de seu destino artístico, jamais abaixou a cabeça para ninguém. Suas canções nunca se furtaram em combater as ideias pré-concebidas de como uma artista como ela deveria se portar ou como deveria ser seu direcionamento artístico.

Teve que brigar muito com os produtores de seus álbuns para conseguir gravar o que queria. Teve que brigar com os executivos de suas gravadoras para lançar os álbuns do jeito que sempre quis. Teve que lutar muito contra a tirania reinante no show business para soltar canções e álbuns correndo riscos e se reinventando constantemente. Suas opiniões sempre representaram uma fortaleza de pedra muito alta para qualquer zé mané sequer tentar escalá-la. Teve peito de brecar uma cinebiografia a respeito de sua vida que seria estrelada pela Taylor Swift, foi a única artista a dizer que Bob Dylan sempre foi um babaca enganador e deixou muito claro à direção do Hammer Museum de Los Angeles que sabia que a homenagem que pretendiam fazer a ela – incluindo a exposição de seus inúmeros quadros – serviria apenas para trazer grana de ricaços para a instituição. Sua moral em termos de acidez de ideias e a postura típica de “fodam-se todos vocês” a levou a ser contratada a peso de ouro pela Saint Laurent para ser uma das figures icônicas de uma campanha recente da marca, ao lado de Marianne Faithfull, Kim Gordon e Marilyn Manson.

Sempre negando o caráter confessional de suas canções, Mitchell nunca admitiu que os personagens de suas canções eram pessoas com as quais encontrava em seu cotidiano. Teve a mesma postura em relação a momentos soturnos de sua vida, como quando ficou grávida de um colega de faculdade e resolveu ter a criança às escondidas, sem que os pais soubessem, dando o bebê para adoção dias depois do parto. A história veio à tona contra a vontade de Mitchell nos anos 90 e ela chegou a reencontrar a filha em 1997.

Não tenho a menor dúvida de que sua soberba discografia e sua postura altiva e ao mesmo tempo serena serão legados inquestionáveis quando nos lembrarmos dela. Joni Mitchell é daquelas artistas das quais você tem que ter todos os discos, sem exceções. Se não quiser ou não tiver “açucar no armário”, pode experimentar o ótimo box Love Has Many Faces: a Quartet, a Ballet, Waiting to be Danced, que reúne em quatro CDs mais de cinquenta de suas melhores canções, todas remasterizadas.

Ela nunca foi uma “vendedora de milhões de discos”, como esse monte de gente sem talento que vem frequentando as “paradas de sucessos” da Billboard ou do reino de Satã. Cada um de seus álbuns é o reflexo artístico de uma cantora/compositora sensível, que exala em suas letras de enorme cunho poético tanto a suavidade da alma como a raiva contra um mundo real cada vez mais embrutecido. Ela tem a fama perfeita: respeitosa, icônica e madura. Sua música nunca será engolida por tempos cada vez mais descartáveis e sim será preservada pela memória cultural deste planeta.

Ela já está doente há quase uma década, mas sua saúde degringolou muito nos últimos meses. Fontes próximas à família dizem que ela não consegue mais levantar da cama e nem falar, em um estado próximo do vegetativo. Triste, muito triste. Torço para que se recupere, mas os próprios médicos dizem que isso é impossível.


Portanto, deixo aqui a minha homenagem a ela na forma de um texto e de alguns vídeos – um deles ao lado de uma superbanda, formada pelo baixista Jaco Pastorius, pelo saxofonista Michael Brecker e pelo baterista Don Alias - que certamente vão mexer com você caso a música dela nunca tenha chegado ao seu cérebro e coração. Aposto que a sensação depois disto é a de que Mitchell parece ter decidido abandonar um mundo onde o talento não vale nada…