terça-feira, 15 de abril de 2014

STAN LEE E O MUNDO DOS QUADRINHOS PARTE 2




O CAVALEIRO DAS TREVAS é uma das maiores obras da história da 9ª arte. Ele mostrava um Bruce Wayne envelhecido e profundamente amargurado. Uma aposentadoria forçada, após a morte de Robin, da qual se sente responsável. 



Ao incluir o maior inimigo do Homem-Morcego (o Coringa) e o confronto antológico com o Homem de Aço, Frank Miller fez com que os fãs enlouquecessem. 



Isso virou uma febre. Assim como os confrontos entre vários super-heróis. A ruptura definitiva com o que havia de ingênuo nos quadrinhos caíra por terra naquele momento.



Outras obras de arte surgiram concumitantemente, como A PIADA MORTAL e WATCHMEN, de Alan Moore. A estética diferenciada sepultou de vez a visão infantil dos gibis. 



Na esteira dessas obras grandiosas vieram as GRAPHIC NOVELS. A última geração no quesito quadrinhos.



Batman se tornou o maior trunfo da DC. 



Foi explorado à exaustão, em quadrinhos de linha, em minisséries, como “convidado” para alavancar vendagens de outros títulos, situações esdrúxulas (chegou a “viajar no tempo” várias vezes), revitalizou a Liga da Justiça e, conseguinte, seus principais integrantes acabaram ganhando relevância.



Frank Miller mostrou uma faceta do Homem-Morcego que ninguém ousou fazer. A partir daí, a editora descobriu o filão de ouro. 



Miller foi responsável por alçar a Detective Comics ao patamar da Marvel. A partir daí, ambas empresas competiram quase que em pé de igualdade pelo mercado.




A NONA ARTE CHEGA À 7ª ARTE

Após uma longa batalha judicial (o embate remonta à 1992, quando James Cameron se predispôs a dirigir o Cabeça de Teia na telona), o Homem Aranha chega aos cinemas, via Sony Pictures, quem acabou detendo os direitos sobre o personagem. Com essa longa e confusa demora, Cameron, envolvido até o pescoço com o filme TITANIC, já não estava mais interessado .



Se nos anos 70 e 80, os heróis chegavam ao cinema e à TV de maneira tosca, dessa feita as coisas deveriam ser diferentes. As películas realizadas no anos 90 deveriam também deveriam ser esquecidas. O Justiceiro (1990), Capitão América (1992) e Nick Fury (1998) foram derrapadas feias. Assim como adaptações televisivas infantilóides, que pouco ou nada acrescentaram aos heróis.



No novo milênio o momento era propício e a revolução tecnológica possibilitava. Nessa retomada, os X-MEN foram os primeiros a serem testados, em 2000. A reação do público não poderia ser melhor. A bilheteria ficou muito acima das expectativas, possibilitando, inclusive, sequências. Foi um espetáculo à parte. Tudo funcionava de maneira perfeita. Uma direção segura, atores que se adaptaram muito bem aos personagens e, claro, efeitos especiais de primeira.



O nome da vez era o HOMEM ARANHA. Em 2002 o lançamento causou frisson entre os fãs do Aracnídeo. Ver nas telas o Amigão da Vizinhança se balançando pleos edifícios, era um sonho se tornar realidade. Mais um arrasa-quarteirão. E a Marvel percebeu o potencial que tinha e planejou voos mais altos.



Em 2003 foi a vez do INCRÍVEL HULK, em 2004, O JUSTICEIRO e em 2007 o MOTOQUEIRO FANTASMA. Se o impacto foi menor, ao menos ajudou a ampliar os personagens do universo Marvel no cinema. 



Outro grupo a pintar na telona foi o festejado QUARTETO FANTÁSTICO, lançado em 2005. Fez sucesso e gerou uma sequência com a participação do SURFISTA PRATEADO. Mas tanto o grupo liderado por Reed Richards, quanto o Aranha tiveram seus reboots lançados cedo demais. Talvez por não ficarem plenamente satisfeitos com o resultado final, os produtores resolveram reiniciar. No caso do Cabeça de Teia deu certo.



Com os lançamentos de Homem de Ferro e Thor, os 'voos' da Casa das Ideias se tornavam mais claros: trazer o ambicioso projeto OS VINGADORES para as telas.



O projeto vingou e o filme se tornou uma das maiores bilheterias de todos os tempos. Era ver chegar ao ápice os heróis e suas sagas dos quadrinhos de décadas atrás. Isso também possibilitou o fomento dos gibis, que viviam um momento crítico no fim dos anos 90.



Todas os filmes tinham o controle rígido da Marvel Studios e com produção executiva de Stan Lee, o homem responsável, também, pelo "OK" final das produções hollywoodianas. Nada mais justo, afinal ele era o 'pai das crianças'.




Já pelos lados da DC, os caminhos foram mais tortuosos. 



Pode-se dizer que o SUPERMAN, de Richard Donner, feito em 1976 é um clássico. Mas nem sempre um sucesso gera qualidade. Isso vale pras continuações (menos a PARTE 2, ÓTIMA) e para SUPERGIRL. Também, a versão cinematográfica de O MONSTRO DO PÂNTANO, de Wes Craven, foi decepcionante.

Mas em 1989, o criativo Tim Burton realizou a sua versão gótica do Homem Morcego. Filme autoral, que dava mais ênfase aos personagens, do que as vertiginosas cenas de ação dos gibis, acabou se notabilizando pelo visual, a música genial de Danny Elfman, ex líder do Oingo Boingo, a trilha de Prince e, evidente, pela interpretação de Jack Nicholson, com seu Coringa desvairado.



Sucesso de bilheteria que acabou gerando continuações caça-níqueis e de gosto duvidoso que dilapidaram o 'produto' Homem Morcego. A própria Warner percebeu a burrada. Assim como a versão de A MULHER GATO, interpretado pela gata Halle Berry foi uma jogada errada e mal planejada.



Os reboots começaram com BATMAN BEGINS (2005). Talvez a obra mais próxima do clima soturno dos quadrinhos de Frank Miller, responsável por deixar o personagem adulto com THE DARK KNIGHT (1987).



O sucesso foi fenomenal e abriu espaço pra mais.



Em 2006 foi a vez de SUPERMAN RETURNS. Diferentemente da versão das telinhas (SMALLVILLE era sucesso absoluto de audiência) o Homem de Aço  ficou abaixo das expectativas. Ainda assim, a editora conseguiu emplacar o LANTERNA VERDE em 2011. Adaptação fraca mas suficiente para apresentar o herói para o grande público. Afinal, era do interesse dos executivos, também criar um arco que possibilitasse chegar à LIGA DA JUSTIÇA. 



Mas sem a mesma competência da Marvel, os poderosos dos estúdios esqueceram de trazer a MULHER MARAVILHA, AQUAMAN, FLASH e ARQUEIRO VERDE –esses últimos chegando apenas em séries televisivas.



Com o CAVALEIRO DAS TREVAS, tivemos o melhor exemplo de adaptação da história dos gibis. Tudo funciona perfeitamente, mas com destaque para a elogiadíssima atuação de Heath Ledger como o ensandecido CORINGA. O filme teve várias indicações ao Oscar, incluindo melhor produção. Ledger ganhou uma estatueta póstuma, com todos os méritos.



A trilogia fechou com THE DARK KINGHT RISES. A nova versão do Homem de Aço foi sucesso de bilheteria, mas pobre em todos os quesitos. Serviu para abrir a porta para o mais ambicioso projeto da DC no cinema: BATMAN vs SUPERHOMEM. Com a introdução da Mulher Maravilha no longa, a chance de se filmar a LIGA será grande num futuro próximo.




O EFEITO “CLONE”

Mas nem tudo que foi feito pelas editoras num passado recente pode-se dizer que tenha sido eficiente. Stan Lee ainda era inpiração para muitos, mas isso não refletia nas criações, necessariamente.



Como se sabe, todo personagem dos quadrinhos que se preze já morreu. Muitos mais de uma vez. E sempre numa clara tentativa de alavancar as vendas. O herói 'morria', penava e voltava. Foi assim com Demolidor, Capitão América, SuperHomem e Batman –esse não chegou a morrer efetivamente. 



O problema foi quando fizeram a mesma coisa com o Homem Aranha. 



Nos anos 70, houve um arco de estórias que envolveu o Cabeça de Teia em uma trama envolvendo clones, palavra ainda pouca usada, na época. 

Tudo isso numa desesperada tentativa de dar um alento aos fãs irados com aentão, morte da namorada de Peter Parker, Gwen Stacy. A tragédia foi muito mal recebida pelos admiradores do Aranha. Gerry Conway surge com a ideia de usar uma réplica de Gwen, já que a morte dela havia sido definitiva. Stan Lee, então presidente da Marvel topou a estória.



Tudo funciona como um relógio e o mais novo vilão, o Chacal, que descobrira a identidade de Peter Parker, faz da vida dele um verdadeiro inferno.



Mas ao final da saga, onde o JUSTICEIRO faz sua estréia nos gibis, há uma falha que nunca foi corrigida ou citada novamente. Quem, afinal, sobreviveu ao derradeiro confronto, o verdadeiro Aranha ou sua cópia? Conway deixou (propositalmente?) em aberto.



Nos anos 90, Tom deFalco e cia fizeram uma necessária continuação. Mas os roteiristas gostaram tanto da ideia, que optaram por dar um rumo inusitado às estórias: o clone, na verdade era o Homem Aranha e, o herói que as pessoas estavam acostumadas a ver, era a farsa. 



A princípio os fãs pensaram se tratar de mais um golpe de marketing da editora.  Quando perceberam que era pra valer, a coisa mudou de figura. Afinal, os leitores assíduos se deram conta que foram enganados por mais de 20 anos. 



O resultado de tamanha incompetência foi a queda nas vendas dos quadrinhos do Aranha e, subsequente, dos demais títulos. Em 1997, a Marvel chegou a entrar em concordata, para ganhar tempo e fôlego para estabilizar novamente as coisas.



Foi o pior momento vivido pela editora desde sua fundação. Tiveram que reorganizar tudo, às pressas. Trouxeram novamente o Peter Parker original (que passou a ser o clone) e mataram o clone – que passou a...bom, vocês entenderam.



O sucesso dos filmes deram alento financeiro à editora. Hoje, nas mãos da Disney, ainda é muito lucrativa. Mas foi por um triz que o império erigido por Lee viesse ao chão por um erro crasso de avaliação mercadológica.


Mas isso ficou pra trás. 



E tudo isso começou com um visionário que redefiniu a forma de se contar estórias. Um gênio que influenciou boa parte do que se produziu na 9ª arte durante o século XX.



Stan sempre foi “o cara”, mas nunca o foi sozinho. Suas principais criações tinham parcerias, fosse com Kirby (Vingadores, Quarteto), Ditko (Homem Aranha), John Romita Sr e John Buscema (Mulher Hulk).



Ainda assim, seu trabalho foi um divisor de águas. A história dos quadrinhos é “antes dele” e “depois dele”. Com todos os méritos.


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STAN LEE E O MUNDO DOS QUADRINHOS





terça-feira, 8 de abril de 2014

STAN LEE E O MUNDO DOS QUADRINHOS




Os quadrinhos, carinhosamente chamados de 'gibis' ocupam uma honrosa posição na categoria de arte. A nona arte. E não é pra menos. Essa forma de expressão artística permeou o século XX e,  graças às suas adaptações cinematográficas, foi muito bem sucedida no no novo milênio.



Mas falar de quadrinhos e não citar Stan Lee, seria imperdoável. Stan salvou da falência a editora que se tornaria a Marvel Comics, reinventou o gênero, introduziu centenas de personagens que se tornariam ícones e mudou a forma do mundo ver os gibis.



A empresa foi fundada nos anos 1930 por Martin Goodman, com o nome de Timely Comics e tinha no faroeste o gênero principal. Stanley Lieber, ou Stan Lee, já trabalhava por lá e viu de perto os altos e baixos da editora, em especial no pós-guerra. 



A primeira edição, em 1939, já flertava com a vertente dos heróis, como o Tocha Humana original e Namor. Além de Jack Kirby, que trabalhou com a primeira versão de Capitão América, em março de 1941.



As coisas estavam de mal a pior nos anos 50. Mesmo com a diversificação de gêneros, como terror, comédia e quadrinhos de guerra. Nem revivendo as histórias de Namor, Tocha e Capitão as coisas pareceram funcionar. Nesse momento a editora operava com o nome de ATLAS. Stan já atuava, com um time de escritores para manter a empresa de pé.



Mas foi só quando a concorrente, DC Comics veio com Liga da Justiça é que a Casa das Ideias se mexesse. 



Stan estava fazendo o que o editor queria. E não gostava. Não se sentia desafiado. Quando optou pelo tudo ou nada –"se gostarem do que vou publicar, ótimo, senão, que se dane" – estava escrevendo estórias com muita ação e pouco diálogo. Achou que era hora de inverter. Fazer algo mais elaborado e com menos ação, levando o leitor a refletir sobre o que estava lendo.



Foi aí que Lee revolucionou o mundo com o Quarteto Fantástico, primeiro grupo de heróis que dispensava máscara, tinham identidades e endereço de conhecimento público, além de introduzir ciência nas estórias. 



O tema era um favorito de Stan e permeou boa parte de suas obras. Tudo isso era uma novidade na época. É desse período, também, Os Vingadores, uma fusão entre o velho (Capitão América) e o novo (Homem de Ferro e cia); Lee ainda contava com os gênios dos desenhos Jack Kirby e Steve Dikto. 



Mas Stan Lee era a cabeça por trás das criações e nos brindou com o que viria a se tornar o maior nome da empresa: o Homem Aranha. 



Lee queria a antítese do herói tradicional. Peter Parker, o alter ego do Cabeça de Teia, era um cdf, adolescente, não era musculoso e, geralmente, resolvia os problemas com seus conhecimentos de ciências. O personagem caiu no gosto popular e ganhou título próprio. 



O Aranha, assim como o personagem Batman da DC, foi forjado na tragédia; mas ele, além de tudo isso vivenciava problemas familiares, falta de dinheiro, bullying na escola e incerteza profissional. 




Além de lutar desesperadamente para que ninguém soubesse de sua identidade secreta. Essa humanização do personagem foi o que o aproximou do grande público. Vivia entre a tênue linha da dupla personalidade. 



Mas havia mais. Demolidor, Hulk, Dr. Estranho e a obra que se equipararia ao Aranha: os X-MEN. Todos no melhor estilo “easy rider”.



 Com o grupo de mutantes, Lee conseguia falar sobre racismo, nas entrelinhas. As histórias mostravam um grupo de heróis renegados, que eram perseguidos pela população por sua diferença genética. Alusão ao preconceito racial vigente nos EUA dos anos 60, principalmente.



Os personagens tinham um lado humano. A narrativa das histórias davam tons mais realistas (excetuando-se os poderes, é claro); essa humanização foi marca registrada nos primórdios da Marvel, mas que permaneceu nos anos vindouros.



 Lee chegou a falara abertamente sobre o problema das drogas em uma estória do Aranha, em que Harry Osborn, filho de seu maior algoz, lida com o problema grave. Stan aborda a questão sem maniqueísmo e de maneira objetiva. Sofreu censura e quase viu seu brilhante texto naufragar. Felizmente isso não aconteceu.



Demolidor era cego; Homem de Ferro se tornou alcoólatra, Hulk era um monstro e em sua forma humana, renegado, um fugitivo que era procurado por suspeita de assassinato. Isso cativava os leitores e fazia com que a Distinta Concorrência se mexesse. Passou a tratar seus nomes de peso com a mesma visão adulta, para não perder o bonde.



Após Amazing Spider Man nº 100, edição clássica que mostrava a brutal morte da namorada de Peter Parker, Gwen Stacy, as coisas nunca mais foram as mesmas na história dos quadrinhos. Tudo mudou, o tom adquiriu ares de maturidade. As tragédias passaram a acompanhar mais de perto os heróis. Esse patamar foi acompanhado pela DC, também. 



Essa revolução fez de Stan, o nome forte da editora. Mas nem por isso deixou de escrever. Ele passou a tocha para a nova geração. Só que a transição não foi propositiva para a Marvel. As vendas caíram. A qualidade das histórias decaíram. Mas vinha uma nova geração que poderia dar outro rumo à editora.



John Byrne, Chris Claremont, Jim Shooter, George Pérez, Jim Starlin, Frank Miller eram alguns dos nomes. Começaram a amadurecer os personagens e melhorando a qualidade dos quadrinhos. A segunda geração dos X-Men, trazia a discussão da globalização, uma expressão ainda pouco usual no fim dos anos 70. Cada integrante vinha de um país diferente. 



Byrne deu uma aula de ficção científica com a saga do Quarteto Fantástico, que durou mais de 4 anos, sendo um sucesso de crítica e público. 



Miller passou a flertar com Homem Aranha e Demolidor, e deu ao Homem Sem Medo uma de suas melhores sagas, ao lado de Bill Sienkiewicz, o mesmo que idealizou o personagem ROM e Elektra.



Os Vingadores, a exemplo da trupe liderada por Reed Richards, começaram suas jornadas cósmicas e sua renovação dos quadros.



Novos personagens vinham, nenhum jamais ia, em definitivo.




OS CARAS MAUS

Uma das grandes sacadas da Casa das Ideias foram os vilões. Cada herói tinha vários inimigos, mas também sua nêmesis particular. 



O Aranha tinha o Duende Verde, que assassinou sua namorada do colégio. Demolidor tinha o Rei do Crime, que surgiu nas revistas dos anos 60 se digladiando com o Cabeça de Teia. Tony Stark encarava seu maior algoz, o Mandarim. O Quarteto tinha o Dr. Destino como seu maior rival. Hulk sempre fora perseguido ferozmente pelo irascível General Ross. Os X-MEN encaravam Magneto, Thor combatia seu irmão Loki. Capitão América e seu eterno Caveira Vermelha. 



Seus inimigos os faziam sempre crescer, evoluir, buscar outras alternativas para suplantar os velhos problemas. Os antagonismos aumentavam e também a crueza das retaliações. Estes embates fascinavam os fãs. Os gibis eram devorados como se fossem novelas –talvez até fossem. Mas um tipo diferenciado.



Grupos eram criados ou eram desfeitos. Os Defensores, os Campeões, Tropa Alfa, as constantes mudanças nos Vingadores. Tudo isso visando fidelizar ainda mais o público, ávido por novidades. 




Isso foi inflando o Universo Marvel. Muitos personagens eram criados, usados por um tempo e, de acordo com o desempenho, convenientemente, aposentados. Mortos? Talvez. Mas no mundo dos quadrinhos a morte nunca veio pra ficar. Com exceção do Capitão Mar-Vell.



As GUERRAS SECRETAS, sob um pretexto capenga, reuniu os maiores nomes da Marvel em um confronto de proporções gigantescas. Mas também não era algo inteiramente novo. Nos anos 60, durante o clássico episódio em que o Sr. Fantástico e a Mulher Invisível se casam, há uma briga generalizada entre heróis e vilões.



Mas se Stan Lee pôde revitalizar a Marvel, então nem tudo estava perdido.





ENQUANTO ISSO, NA DISTINTA CONCORRÊNCIA...

Com o apogeu da Marvel, a Detective Comics correu atrás do prejuízo e deu uma maior dinâmica aos seus personagens. Envelhecidos precocemente (Superman), outros com pouca utilidade fora de seu ambiente natural (Aquaman), e alguns deslocados da sociedade contemporânea –como a Mulher Maravilha.



Se na chamada ERA DE OURO a DC se destacava com Batman e cia, na Era de PRATA o sucesso foi parcial. Levar os personagens, de maneira pioneira à TV fez as vendas aumentarem, mas a competição com Stan Lee fazia estragos em alguns títulos da casa.



Mas a chegada de feras que abandonaram a Marvel (o ego de Stan foi responsável por isso) ajudou a DC a melhorar as vendagens. Kirby e Ditko foram os grandes trunfos, assim como os novos talentos Neal Adams e Dennis O'Neal, anos mais tarde.



Na Era de BRONZE (70-80) o embate com a Casa das Ideias resultou em algumas vítimas no front. Vários títulos foram cancelados, de ambos os lados.



Mas com a introdução de minisséries e a contratação de nomes talentosos e iniciantes, como Marv Wolfman, Pérez e Alan Moore as coisas começaram a inverter no final da década de 70.



Nos anos 80 o embate estava parelho. Mas foi a DC que deu uma guinada para o último estágio dos quadrinhos: o processo de amadurecimento completo de seus personagens. E foi com outro autor oriundo da Marvel, Frank Miller, que o cenário mudou. 




CONTINUA...


STAN LEE E O MUNDO DOS QUADRINHOS PARTE 2






sexta-feira, 4 de abril de 2014

Curiosidades sobre o filme "Cemitério Maldito"




* O autor Stephen King fez uma pequena aparição no filme como um padre. O próprio assumiu que foi a única história escrita por ele que chegou a assustá-lo.

* O diretor inicial seria George Romero, diretor de The Walking Dead.


* A história foi feita baseada na experiência de vida de Stephen King, ao lado de sua casa havia uma estrada por onde passavam enormes caminhões que quase atropelaram seu filho e atrás de sua casa havia um cemitério de animais e ele tinha um vizinho idoso.

* No filme a personagem Missy morre, já no livro não.


* A irmã de Rachel, Zelda, foi interpretada por um homem, pois não fora encontrada uma mulher magra o suficiente para o papel. Inicialmente a personagem seria uma menina de 13 anos, mas não causaria o mesmo pavor.

* No caminhão que atropela Gage tocava uma música dos Rolling Stones, banda preferida de Stephen King.


* No filme foram utilizados 7 gatos treinados para uma cena específica.

* O ator que fazia o personagem Victor Pascow era solitário, ninguém almoçava com ele enquanto estava maquiado.


* No início mostra uma cova no cemitério de animais de um gato, em homenagem a um gato da filha de Stephen King que morrera atropelado.

* Na cena em que Gage voltou para atacar a família, foi usado um boneco metálico e foram necessários 7 técnicos para movê-lo.


* Louis, Rachel e Elie (pai, mãe e filha) tem carreira desconhecida.

* Na casa de Rachel, há um quadro com uma mulher usando a mesma roupa que Gage usa ao ressuscitar.


* Quando Rachel pega carona na estrada, o caminhão tem no lado o número 666.

* A banda The Ramones fez uma música em homenagem a história chamada Pet Sematary. 








terça-feira, 1 de abril de 2014

Os Beatles




        Em 2014, a banda que chacoalhou o século 20,completou 52 anos de sua formação clássica --Ringo Starr só entrou em 1962, substituindo Pete Best.

Passando por vários estilos, com uma sonoridade peculiar, contando com dois gênios absolutos e um promissor, já que George Harrison se revelou, principalmente na carreira solo (e o Ringo? Bom, o Ringo era o Ringo; e só), a banda marcou história. A música passou a ser 'antes dos Beatles e depois dos Beatles'. Em seus discos é possível encontrar sons que passam pelo psicodélico (i am a walrus), progressivo (revolution nº9), hard rock (helter skelter), músicas engajadas (revolution, eleonor rigby), baladas (here comes the sun, something), hinos históricos (let it be, hey jude, yesterday), hits imortais (i want to hold your hand,she loves you), entre tantos outros clássicos.


Foram precursores da chamada 'invasão britânica', abrindo o mercado americano para outras bandas do Reino Unido, como the Who, the Kinks, the Animals, etc; revolucionaram com seus sons criativos, serviram de inspiração para inúmeras bandas.

A parceria acabou em 1970 de maneira magistral,com o disco Let it Be (a versão original, sem coralzinho, crua foi lançada pela EMI há alguns anos; essa é a versão que vale a pena curtir).


Mas terminou também de maneira melancólica, devido ao desgaste entre seus integrantes por problemas extra-estúdio --tudo isso pode ser visto no documentário Let it Be. Após as gravações, os quatro seguiram cada um para um lado, sem olhar para trás. Deixaram à cargo do produtor da EMI a mixagem final do derradeiro álbum.

Os quatro rapazes de Liverpool influenciaram gerações, ditaram moda, criaram estilos, abalaram as estruturas da sociedade vigente, marcaram a história do rock e, conseguinte, da música como um todo.

Tudo isso faz com que os Beatles sejam um dos grupos mais celebrados do século 20. Com merecimento, diga-se de passagem.



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John e Paul...